Caixa de texto: Equipe da Escola de Cegos conquista medalhas

A equipe da Associação Ituana de Assitência ao Deficiente Visual (AIADV) “Santa Luzia” composta por alunos da Escola de Cegos Santa Luzia participou dos 72º Jogos Abertos do Interior na cidade de Piracicaba, representado a cidade de Itu nas modalidades de atletismo e natação para Pessoa Portadora de Deficiência (PPD), durante o mês de novembro.

No total foram sete atletas participando de quatro provas no atletismo e 13 na natação, conquistando 16 medalhas para Itu; sendo cinco de ouro, cinco de prata e seis de bronze. Já a equipe das Pessoas Portadoras de Deficiência física (PPDf) conquistou o primeiro lugar geral na modalidade de atletismo PPD segunda divisão e o quinto lugar geral na natação PPD também da segunda divisão, apenas com a participação dos deficientes visuais.
O destaque ituano ficou por conta do excelente desempenho de toda equipe por ter conquistado 16 medalhas em 17 provas realizadas, sendo que os atletas Adilson Patrício e Adriano Ruiz da Silveira conquistaram quatro medalhas cada um, sendo duas de ouro e duas de prata, em ambas as modalidades. Adriano correu em sua bateria nos 100m rasos com o atleta paraolímpico Pedro Guilhermino e fez, junto com ele, o melhor tempo da prova 12’4, mostrando-se, com apenas 23 anos, uma grande revelação do esporte paraolímpico ituano, mesmo tendo iniciado a prática do atletismo e da natação neste ano.

O nível técnico dos Jogos Abertos foi altíssimo contando com atletas paraolímpicos e campeões mundiais. Entre os destaques Fabiana Sugimori S11 (cega total) de Campinas, medalha de bronze em Pequim. Carlos Farremberg (S13 baixa visão) de Santos, vice-campeão pan-americano Rio 2007 e quinto lugar em Pequim nos 50m livre. Rodrigo Machado (S11 cego total) de São Caetano do Sul, André Meneguetti (S11) de São Caetano do Sul entre muitos outros.
Da mesma forma que a natação, no atletismo alguns dos principais atletas do Brasil que estiveram em Pequim participaram da competição, como: Aurélio Guedes (S12 baixa visão ) de Marilia, Lucas Prado (S11), Ádria dos Santos (S11) e Terezinha Guilhermina (S11), todos por Suzano e Pedro Guilhermino ( S12 ) por São Caetano do Sul.
A equipe teve como técnicos nos Jogos os professores Edvaldo Bueno de Oliveira, Marcelo Matiusso, o corredor guia José Geronimo e fazendo parte da comissão técnica Tiago Henrique Martorano.

Fonte:www.itu.com.br
Caixa de texto: Código ajuda daltônicos a decifrar cores

Um décimo da população mundial sofre de cegueira das cores. Designer do Porto criou sistema para  ajudar. Não mata, mas “mói”. A incapacidade para distinguir as cores parece, para quem não a tem, um problema menor. E, no entanto, impede um décimo da população mundial de ser autônoma. O designer Miguel Neiva descobriu a luz para os daltônicos.

Cenário individual: como escolher uma peça de roupa em detrimento de outra sem distinguir as cores? O que responder ao filho que pede o lápis verde para pintar a árvore? Cenário social: como interpretar o mapa do metro se as linhas são representadas por cores? Como respeitar as bandeiras de perigo na praia? Cenário profissional: como cumprir uma vocação relacionada com a indústria gráfica, química, da moda ou da decoração, se todas estão ancoradas no domínio da cor?
Nos dois primeiros cenários, haverá a possibilidade de pedir ajuda a terceiros, ainda que isso crie uma dependência pouco confortável; para o terceiro não há solução. Os estudos estimam que 10% da população mundial sofra de daltonismo. Apesar da limitação que a designada "cegueira das cores" implica para os indivíduos, o daltonismo tem sido ignorado.

"Não é visto como um grande problema. E, se calhar, não é. Mas não é preciso ser um grande problema para ser resolvido", defende Miguel Neiva, mestre em Design e Marketing, cuja tese de mestrado, defendida há dois meses, na Universidade do Minho, versou sobre a aplicação de uma solução nunca até agora pensada. "Poderá não ser um problema", insiste, "mas ouvir alguém dizer que tem um carro azul-banana projeta inevitavelmente uma imagem que vai implicar juízos de valor pouco favoráveis. O daltônico sabe-o e sofre em silêncio".

Por isso, o designer do Porto desenvolveu um código gráfico monocromático que, a ser aplicado, prestará "um serviço público a uma pequena grande minoria". Para cada cor primária (vermelho, amarelo, azul) criou um símbolo (respectivamente, triângulo, barra diagonal, triângulo invertido), fácil de apreender, com custos de aplicação reduzidos, e passível de ser adaptado a vários cenários: desde etiquetas de roupa a transportes públicos. A partir do jogo dos três símbolos é possível identificar cores, tons, brilhos e misturas. "O código representa a autonomia dos daltônicos".

Os daltônicos - quase todos do sexo masculino, uma vez que a deficiência, hereditária, está relacionada com uma falha genética associada ao cromossoma X- vêem entre 500 a 800 cores; uma visão normal apreende cerca de 30 mil.

Fonte: Jornal de Noticias / Portugal

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Caixa de texto: Problemas de visão atingem 20% das crianças em idade escolar 

A visão é um dos sentidos mais importantes da vida. Tanto que, segundo o oftalmologista Rodrigo Resende Sabino de Castro, é por meio dela que ocorre 85% do contato das pessoas com o mundo.
Mas uma série de fatores prejudica essa relação, principalmente na infância, período de aprendizado e desenvolvimento intelectual e social. Atualmente, dados indicam que os problemas de visão atingem 20% das crianças em idade escolar e fazem com que elas sofram com dificuldades nas salas de aula, além de interação.
Conforme destaca o especialista, que faz parte do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, cem em cada mil crianças matriculadas no primário possuem erro refracional, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia. Mas, de acordo com o médico, 95% dos problemas oftalmológicos e as suas conseqüências poderiam ser evitados ou minorados com a promoção de saúde e acompanhamento médico. “A detecção e correção de baixa visão no início da vida escolar tem repercussão importante na aprendizagem e na futura formação do indivíduo”, afirma.

Castro alerta que, quando a família conhece como ocorre o desenvolvimento da visão, consegue analisar se a criança sofre com problemas oftalmológicos. “Se as doenças não forem detectadas na infância, elas podem levar a problemas de visão permanentes na fase adulta”, destaca o oftalmo. Ele conta que, assim como a criança aprende a falar e a andar, aprende a ver. “O recém-nascido só percebe luz, pois a mácula, área mais nobre do fundo do olho, não está totalmente desenvolvida e o cérebro não sabe interpretar os estímulos visuais que recebe”, justifica.
É só aos 3 meses que o bebê consegue seguir um objeto com o olhar e apenas aos 9 meses começa a ter noções de distância e formas. “Com 1 ano de idade, a criança já reconhece objetos e parentes próximos a elas”, informa. De acordo com o especialista, é só aos 5 anos que a criança atinge a visão igual a do adulto, podendo melhorar até os 8 anos de idade.

Assim, a família deve voltar sua atenção nessas fases do desenvolvimento da visão e promover o acompanhamento oftalmológico. “Alguns sinais também podem ser percebidos no dia-a-dia em crianças com problemas visuais. São eles o estrabismo, lacrimejamento, fechar os olhos à claridade, franzimento de olhos e testa, piscar excessivo, tontura e dor de cabeça aos esforços visuais”, orienta.

Fonte: Jornal da Manhã / Uberaba
Caixa de texto: Paciente com dano cerebral prova que enxerga

É um caso único na história da medicina. Um paciente sofreu dois derrames consecutivos, que devastaram o córtex estriado, área do cérebro responsável pelo processamento da visão. O indivíduo ficou, para todos os efeitos, cego. Mas, embora viva com a convicção de que não enxerga nada, ao ser submetido a uma caminhada por um corredor cheio de obstáculos, ele desviou de todos com sucesso (veja vídeo ao lado). O feito emocionou os cientistas, que explodiram em palmas quando ele chegou do outro lado. Mas o que restou desse resultado foi uma tonelada de dúvidas.
Na prática, a única coisa que o estudo, divulgado na última edição do periódico científico "Current Biology", concluiu é que não se pode mais dizer que não ver e pensar que não vê são a mesma coisa. O achado sugere que informações visuais podem ser processadas sem passar pela mente consciente -- e que os mecanismos cerebrais ligados a esse fenômeno muito provavelmente nada têm a ver com o córtex estriado.
A equipe internacional de Beatrice de Gelder, do Centro Athinoula A. Martinos para Imageamento Biomédico, ligado à Universidade Harvard, nos EUA, tomou todos os cuidados para se certificar de que o paciente, um senhor identificado apenas como TN, de fato não registrava conscientemente nenhuma informação visual.
TN foi "descoberto" em Genebra, logo após sofre seu segundo derrame. O primeiro já havia danificado a região do córtex estriado em um dos lados do cérebro. O seguinte detonou a mesma região, só que no outro hemisfério. O dano foi radical. Além de declarar não enxergar nada, o efeito foi confirmado com técnicas de imageamente cerebral, que não detectaram atividade no córtex estriado quando TN foi exposto a estímulos na visão.
Na prática, o paciente tinha os olhos e nervos ópticos em perfeito estado, mas a parte do cérebro responsável por interpretar esse sinais estava pifada. Uma "cegueira cerebral", por assim dizer.
Após o segundo derrame, a vida de TN mudou completamente. Ele passou a viver como um cego, usando uma bengala para identificar obstáculos e exigindo um guia para saber onde ir. Mas quando os cientistas encheram um corredor de potenciais "tropeçadores", como caixas, cadeiras e outros objetos, TN conseguiu caminhar perfeitamente, sem ajuda alguma, e evitar colisões.
Como? Para os cientistas, está claro que há mais regiões no cérebro trabalhando com as informações visuais do que o córtex estriado. Mas é tudo que eles sabem.
Apenas um outro caso parecido foi reportado, e com uma macaca. Mas mesmo ela não teve dano completo à região do cérebro responsável pela visão. Ainda assim, ela demonstrou habilidades semelhantes, mesmo tendo ficado cega.
"Dada a consonância com os resultados das pesquisas com animais e a extrema raridade de casos com cegueira cortical completa em humanos, essa observação impressionante servirá como ponto de partida para estudos futuros, quando e se outros pacientes similares forem descobertos", afirmam os cientistas, em seu artigo na "Current Biology".

Fonte:G1 globo

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