Especialista alerta para o perigo

nas lentes de contato

 

O uso de lentes de contato coloridas é moda entre jovens. Mas, segundo a presidente da Sociedade Paranaense de Oftalmologia, Tânia Schaefer, quem não consulta o médico antes de colocar lentes pode ficar cego. Os principais sintomas são olho vermelho, secreção, dor, sensibilidade à luz, irritação e baixa de visão.

Tânia lembra o surto registrado em Belém na última semana, quando 34 casos de úlcera de córnea foram catalogados. Segundo ela, o problema é corriqueiro nos consultórios.

"O que acontece em Belém acontece no Brasil inteiro." A médica lembra que a lente de contato é invasiva e precisa de indicação e acompanhamento. A mensuração deve ser adequada, do contrário, pode tocar a córnea e causar uma erosão, tornando-se porta de entrada de bactérias.

O grande problema é a falta de instrução da população. O presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia, Fernando Abib, diz que o comércio está vulgarizando uma estrutura delicada como o olho. "É um ultraje à visão da população", classifica.

 

Fonte: Paraná on line

Caixa de texto: Doença nos olhos atinge 20% dos brasileiros com mais de 60 anos

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que pode levar à  cegueira, atinge 20% dos brasileiros com mais de 60 anos. O alerta da classe oftalmológica vale para a população santista, que tem quase 70 mil  pessoas com mais de 60 anos. Segundo estudos epidemiológicos, estima-se  um número de 100 mil casos novos ao ano no Brasil.
Segundo o Dr. Marcello Colombo Barboza, membro do Concílio Internacional  de Oftalmologia e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o Ambulatório de Retina do Hospital Visão Laser, em Santos, já registra de 30 a 40% de  casos de Degeneração Macular Relacionada à Idade do total de atendimentos.
A partir dos 50 anos, os pacientes precisam fazer visitas periódicas ao  oftalmologista, que pode detectar precocemente a DMRI, com um exame de  rotina. "Infelizmente, alguns pacientes procuram o especialista quando  percebem dificuldade na leitura, o que significa que a doença está instalada".
A DMRI está relacionada ao envelhecimento e consiste na atrofia da retina  (forma mais leve) ou no crescimento anormal dos vasos sanguíneos do olho(forma mais agressiva). Com o comprometimento da retina (camada  sensível aos raios luminosos) e da mácula (responsável pela clareza, cor e definição), ocorre a baixa da visão central.
Em termos de sintomas, isso leva à dificuldade para ler, ver as horas e  as cores e a reconhecer rostos. A DMRI é mais comum entre pessoas com mais de 55 anos, e agravada por fatores de risco, como fumo e pressão  alta.
O tratamento, segundo o Dr. Marcello, pode variar de acordo com a  gravidade do problema. "Os casos de atrofia da retina exigem acompanhamento clínico, com uso de vitaminas específicas. Já os em que ocorreu a proliferação de vasos sanguíneos, está sendo adotado nos Estados Unidos, no Brasil e em Santos, o medicamento Anti-Fator de Crescimento Vascular (Anti-VGF). "Tudo dependerá do tipo de dano e também da lesão. Pode-se, inclusive, propor a combinação de tratamentos".

Fonte: A Tribuna / Santos

 Notícias

Brasileiros que aguardam por cirurgia de catarata são 350 mil

 

Cerca de 350 mil brasileiros aguardam na fila  por uma  cirurgia de catarata e 26 mil pacientes aguardam pelo transplante de córnea. Os dados são do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) que, em conjunto com o Ministério da Saúde,  o Senado e a Câmara dos Deputados, realiza no próximo dia 30, em Brasília, o 3º Fórum Nacional de Saúde Ocular.

Segundo o presidente do CBO, o paranaense Hamilton Moreira, a programação inclui a apresentação da  Política Nacional de Prevenção da Cegueira, do relatório A Saúde Ocular do Brasileiro - 2008,  dos desafios e metas do programa Olhar Brasil, da Campanha Nacional de Doação de Córneas, e  um debate sobre a realidade que envolve os transplantes de córnea. “Será apresentado o mapeamento atualizado das principais doenças oculares no país, a incidência da cegueira por faixa etária,o  número dos transplantes e estatísticas por estado”, disse o oftalmologista.

O Ministério da Saúde baixou portaria instituindo a Política Nacional de Prevenção da Cegueira,  que  será discutida  durante o encontro. “Queremos que a cirurgia de catarata entre na rotina do sistema público a partir de 2009”, afirmou o médico. Segundo ele, recursos extras e permanentes do Ministério da Saúde para o custeio das cirurgias constam na política nacional,   definida em conjunto com a classe médica e parlamentares.

O presidente do CBO  defendeu investimentos em oftalmologia de forma preventiva. Ele citou o  programa Olhar Brasil que, com  o apoio do Ministério da Saúde, tem a expectativa de, em um prazo de dois anos, examinar mais de 45 milhões de pessoas, com foco especial nos estudantes.

“Pretendemos combater as principais causas da cegueira e impedir que situações de simples solução, como os erros de refração, resultem em limitação visual porque não foram corrigidas adequadamente com óculos, lentes ou  cirurgia”, disse.

De acordo com o médico, a campanha Desta Vida Você não Leva Nada. Mas Pode Deixar. Doe Córneas será apresentada durante o fórum para  subsidiar um diagnóstico que indique os motivos pelos quais ainda persiste uma demanda reprimida de transplantes de córnea no país.  Os 26 mil pacientes  que aguardam pela cirurgia representam  um número muito alto, na avaliação do presidente do CBO.

“As pessoas não permitem a retirada de córneas de parentes mortos porque temem pela estética do doador”, afirmou Moreira.  Ele explicou que a estética não é afetada no procedimento de retirada da córnea e que com esse gesto solidário a família pode estar devolvendo a visão para duas pessoas.

Marisa Moretti Galvão leva uma vida normal porque Kátia Regina Esperança autorizou a doação das córneas da irmã que tinha acabado de morrer, vítima de um acidente de trânsito. Moretti conta que descobriu, aos 14 anos, que tinha ceratocone - caracterizada por afinamento na córnea , deixando-a  com formato cônico. No início de 2007, perdeu parcialmente a visão e teve que se afastar do trabalho. O médico disse a ela que  a indicação era o transplante,  senão a  doença se transformaria em cegueira. A espera demorou um ano e meio.

 

Fonte: Agência Brasil

Caixa de texto: SAÚDE: Situação da saúde ocular não é crítica

A situação da saúde ocular no Brasil não é crítica, mas ainda pode melhorar em diversos pontos. Essa é a avaliação do assessor técnico do Departamento de Alta e Média Complexidade da Secretaria de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, Alexandre Taleb. 'Desde 2000, a saúde ocular, através dos projetos de catarata, entrou na pauta e começou a ter no Ministério da Saúde a ressonância do foco que elas realmente apresentam no contexto brasileiro', afirmou, em entrevista à Agência Brasil.
De acordo com Taleb, existem hoje, no Brasil, cerca de 1,4 milhão de pessoas cegas, que vivem à margem da sociedade, dependendo de recursos do Estado. Esse número chega a quase cinco milhões, se contabilizadas aquelas que têm baixa visão, o que também interfere na produtividade da pessoa. 'Então é fundamental que a gente possa implementar políticas de prevenção à cegueira', disse.
Entre as principais causas de cegueira, que acomete principalmente os idosos, está a catarata, responsável por cerca de 47% dos casos, de acordo com o relatório 'As condições de saúde ocular no Brasil 2009', de autoria de Taleb e que foi apresentado hoje, durante o 3º Fórum Nacional de Saúde Ocular, em Brasília.
Segundo Taleb, são realizadas, em média, entre 450 e 480 mil operações por ano, enquanto seriam necessárias 580 mil cirurgias. Para ele, há espaço para melhorar o atendimento, a fim de conseguir no mesmo ano operar todas as pessoas que passam a apresentar a doença.
A catarata, que acomete mais de 68% da população com mais de 80 anos e pelo menos 20% dos que têm mais de 60 anos, é reversível, com cirurgia. 'Catarata faz parte do envelhecimento dentro do olho, e como a nossa população está envelhecendo, está vivendo mais no Brasil, então essas doenças degenerativas, como a catarata, sempre vão preocupar muito', explicou o presidente do CBO, Hamilton Moreira.
O presidente do CBO destaca que em 2006 houve uma queda no número de cirurgias realizadas, seguida por um aumento em 2007, mas os números que ele traz não coincidem com os do ministério. De acordo com Moreira, o Sistema Único de Saúde realiza anualmente 200 mil operações de catarata.
'Nós precisamos alavancar esse número para a casa dos 300, 350 mil cirurgias pelo SUS ao ano, sem contar as da rede privada. Essa quantidade seria o mínimo necessário para atender a demanda, sem pensar na demanda reprimida', destacou.
Para o presidente, a situação da saúde ocular no Brasil é desafiadora. 'Seria um sonho acabar com a fila para consulta com o especialista no Brasil, não só na oftalmologia. É um sonho a ser perseguido, um desafio', afirmou. De acordo com ele, em relação à tecnologia e à formação de recursos humanos, estamos em igualdade com qualquer país desenvolvido, mas o Brasil ainda é um país carente de recursos.
Segundo o Alexandre Taleb, o Ministério da Saúde tem trabalhado em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) para desenvolver instrumentos políticos que permitam a implementar melhorias no atendimento oftalmológico no Brasil como um todo, especialmente no sistema público.

Um exemplo apontado por ele é a Política Nacional de Atenção em Oftalmologia, criada pela portaria 957, de 15 de maio deste ano. A política é um dos temas do Fórum que vai discutir como implementá-la nos estados e municípios, 'com a ajuda dos oftalmologistas, para que possa melhorar ainda mais a atenção à saúde ocular'. (Redação - InvestNews)

Visão subnormal uma riqueza

a ser explorada.

 

 

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